O secretário de Estado do Mar em Portugal, admitiu rever a distribuição de quotas da sardinha a partir de julho e reafirmou a confiança na gestão ibérica deste recurso, apesar das incertezas dos pescadores relativamente a Espanha.
Confrontado com as críticas das organizações de produtores (OP) do sul, que se queixam de ter sido prejudicados na repartição de quotas, Manuel Pinto de Abreu disse à Lusa que a decisão do Governo teve em conta a vontade da maioria.
Segundo o secretário, 70% é a capacidade de captura tradicional da sardinha respondeu que queria a repartição por OP. Os restantes não quiseram, mas a maioria quis essa repartição por OP. No entanto, mostrou-se disponível para rever a portaria publicada em março (mês em que foi retomada a pesca de sardinha, após quase seis meses de suspensão e de defeso biológico), que distribui a maior parte das 4.000 toneladas disponíveis até 31 de maio por dez organizações de produtores.
"Neste momento estamos num processo de criação de novas condições, vamos ver por quanto tempo, em princípio será novamente por um trimestre. Aguardo que as OP que estão representadas no quadro da comissão de acompanhamento da pesca da sardinha me deem indicações de qual é a sua vontade relativamente a esta gestão", afirmou Secretario.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) tem acompanhado todos os casos em que os pescadores indicam ter encontrado "muita sardinha".
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